Cachaça Caribeña safra 1999

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A cachaça Caribeña, produzida na pequena Socorro, São Paulo, é um exemplo de como o “terroir” pode fazer a diferença. Sem um plano de divulgação e com pouco dinheiro para o marketing, a marca ganhou o mercado americano (com o divertido nome de Cuca Fresca) graças às peculiaridades de sabor e aroma. O clima quente da região proporciona uma cana com elevado teor de açúcar, ideal para a qualidade do produto final.

Outro ponto forte da Caribeña é a água de excelente qualidade, que vem do chamado “circuito das águas” do interior paulista. O alambique impressiona pela estrutura. Em cinco grandes salões ficam 500 barris de carvalho de 180 litros que armazenam 90.000 litros de cachaça. Além disso, há uma dorna de jequitibá com 11.000 litros e dez tanques de inox com a tradicional branquinha que não é envelhecida. O local da destilaria era uma antiga fazenda de produção de leite que passou por reformas para abrigar a produção.

Atualmente são dois os estilos de cachaça produzidos. A Caribeña Prata, cristalina e livre de qualquer impureza, descansa envelhecendo no grande tonel de jequitibá e depois em tanques de inox. A Caribeña Ouro é a cachaça envelhecida que passa no mínimo cinco anos em tonéis de carvalho para ganhar cor dourada, sabor diferenciado e paladar agradável. Um aspecto interessante dessa cachaça é que o visitante da destilaria pode escolher de qual ano ele quer a cachaça a partir de 1999, quando a destilaria começou a produzir o primeiro lote. A garrafa recebe, além do rótulo tradicional, um selo com a safra,  o que a torna um dos poucos casos no Brasil a divulgar a safra.

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