Entrevista com o campeão mundial de coquetelaria Tim Philips

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Tim Philips no Sub Astor

Semana passada  o Brasil recebeu pela segunda vez o australiano Tim Philips ganhador do maior concurso mundial de coquetelaria promovido o Diageo World Class 2012, que ele conquistou no Rio de Janeiro. Nascido em Melbourne Tim é responsável pelo bar Bullettin Place que fica na parte central de Sydney alem de viajar o mundo inteiro para divulgar o projeto World Class. Desta vez o roteiro foi Brasil, México, Porto Rico e Miami antes de regressar para casa.

Ele esteve no Sub Astor como guest bartender e apresentou quatro drinks de criação onde destaco um que tinha xarope de cherry tobacco e outro com xarope de pipoca criados por ele para aquela noite. Antes de começar o trabalho consegui uma pausa na sua preparação e fiz cinco perguntas, das quais quatro são de autoria de quatro renomados bartenders.

Tim o que mudou desde sua última viagem ao Brasil quando você ganhou o título de melhor bartender do mundo?

Acho que alem das viagens que tenho feito o fator mais importante e que me fez crescer como pessoa é ter mais consciência e preocupação com o que faço ou digo pois sei que posso ser um exemplo para muitos bartenders que estão começando.

Paulo FreitasPaulo Freitas, mixologista do Astor (RJ) – Você tem viajado muito desde o ano passado e visitado vários países. Qual deles você acha que tem crescido mais e está utilizando outras técnicas para produzir coquetéis?

 

Com certeza a China foi a que mais me surpreendeu pelo rápido crescimento talvez pelo maior contato com o ocidente ou até pela presença de consultores internacionais.

Marcelo SerranoMarcelo Serrano, do Brasserie des Arts (SP) – Qual é a sua opinião sobre os bartenders brasileiros?

 

 

Acho que tecnicamente estão no mesmo nível que os de outros países com uma grande diferença, a hospitalidade. O brasileiro é muito atencioso e simpático e faz com que todos se sintam bem vindos. Isso para nossa profissão é fundamental.

Junio WMJunior WM, bartender e pesquisador da área, responsável pelo blog Mundo
Copo – Vivemos em um mundo onde várias tendências vem e vão. Na sua opinião qual será a próxima novidade do segmento da coquetelaria?

Tendências mudam de país para país e é comum os bartenders seguirem os passos dos grandes chefes de cozinha para tentar acompanhar novas técnicas. Acredito que é importante prestar atenção na biodiversidade de cada local e na sazonalidade dos produtos. Na Austrália utilizamos muito a nectarina, uma das melhores do mundo,  que só está disponível por oito semanas e oferecemos drinks com ela durante este período. Acredito que olhar o que acontece no mundo, mas pensar localmente é uma das novas tendências.

Tony HarionTony Harion, sócio- fundador do Mixing Bar, de Belo Horizonte – Em suas viagens por diferentes países o que mais chamou sua atenção e o que você aprendeu de mais interessante?

 

Não sei se tenho uma única coisa ou apenas um país. Cada lugar que eu visito eu aprendo algo e tenho o cuidado de tomar nota disso para poder utilizar no meu bar quando volto de viagem e criar novos drinks. Uma vez no Japão quando sai de um bar o bartender me levou até o elevador e quando cheguei ao térreo ele estava lá novamente para se despedir de mim. Isso me fez melhorar muito minhas habilidades de relacionamento com os meus clientes.

Após a entrevista Tim regressou ao bar e começou a atender os clientes que faziam os pedidos. Durante uma breve pausa lancei um desafio, criar um drink com café. Veja abaixo no vídeo como ele se saiu.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=Eo2_XWnsLWs&w=560&h=315]

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