Trapiche Costa & Pampa e Roteiro Trapiche

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Trapiche Costa & Pampa e Roteiro Trapiche
Foto – Divulgação

No mês de setembro passado aconteceu pela quinta vez em São Paulo e primeira vez no Rio de Janeiro o Roteiro Trapiche. Uma combinação de bons vinhos com pratos selecionados dos restaurantes participantes.

Tive a oportunidade de visitar um destes restaurantes e degustei um Trapiche Costa & Pampa que é produzido próximo de Buenos Aires. Para saber um pouco mais sobre este rótulo e Roteiro Trapiche conversei com Luis Daniele Export Manager do grupo Peñaflor que tem Trapiche como uma das bodegas em seu portfolio e produz este vinho.

 – O rótulo que mais me chamou a atenção durante o Festival foi o Costa & Pampa. Poderia contar um pouco mais sobre sua produção perto de Buenos Aires.

Luis Daniele: É fantástico o que nós fazemos por lá pois somos a única vinícola que tem vinhedos e vinícolas perto de Buenos Aires. Ficamos à 400km da capital da Argentina – à 5km do oceano atlântico – uma região espetacular. Produzimos ali por ser uma zona fria, onde temos a brisa do mar, o que faz com que tenhamos vinhos mais frescos, de boa acidez.

Nesta região, temos também um vinhedo de uvas de curto ciclo. Destas variações, contamos com Sauvignon Blanc, o Chardonnay, o Pinot Noir e o Albariño, entre outras. São variedades de uvas que amadurecem rápido, e com isso, possuem uma frescura e uma acidez muito boa, e bem diferente do que temos em San Juan, Mendoza, e outras vinícolas.

Estes vinhos agora acabaram se tornando famosos, e são muito requisitados por sommeliers de todo o mundo, exatamente por conta do frescor e da diferença que temos com a outra região. Estes rótulos são mais parecidos com os da França, do que da própria Argentina, ficam fantásticos quando harmonizados com comida japonesa e com a gastronomia em geral.

– Como foi a evolução do Roteiro Trapiche em São Paulo, que agora também se desdobra para o Rio de Janeiro? O formato mudou desde seu início?

Luis Daniele: No início, quando pensada e desenvolvida pelo Pedro Almeida, gerente de produtos da Interfood, a ideia era concentrar somente em São Paulo, mas devido ao grande sucesso, este ano expandimos para o Rio de Janeiro, e teve um resultado acima do que esperávamos. Esse roteiro acontece há cinco anos e continuamos fazendo de tudo para tornar a experiência cada vez melhor.

Nós somos a vinícola mais premiada da Argentina por conta da alta qualidade dos nossos produtos, com vinhos fantásticos como o Iscay Malbec-Cabernet Franc. Nosso foco com o Roteiro Trapiche é fazer com que as pessoas conheçam nossa alta gama, combinados com restaurantes com um preço bem acessível, para que todas as pessoas possam desfrutar de um prato fantástico e um vinho espetacular.

– Como é feita a seleção dos restaurantes e dos vinhos? É em conjunto com os pontos parceiros? E vocês buscam mesclar diferentes tipos de cozinhas?

Pedro Almeida: É um trabalho de curadoria conjunta, não somente de mapeamento de clientes relevantes para marca. Nesse roteiro, existem restaurantes que oferecem o menu completo, enquanto alguns preferem privilegiar um prato específico para aquela experiência específica, porque já existe uma personalidade definida com relação a própria culinária, e assim, é possível oferecer uma experiencia gastronômica o mais completa possível. A ideia é deixar que os restaurantes escolham harmonizar com um menu completo ou escolher um prato em específico que eles estejam buscando destacar.

– Em relação ao ano anterior, houve aumento nas vendas de Trapiche a partir do roteiro? Se sim, quantos %? Qual o feedback da edição desse ano, em relação à 2018?

Pedro Almeida: É seguro dizermos que sim, em especial pela expansão no Rio de Janeiro. Mas se isolarmos somente São Paulo, nós aumentamos as vendas, justamente porque nossos clientes estão entendendo cada vez mais a proposta do Roteiro Trapiche.

– Em 2020, o RT se mantém tanto em São Paulo, como no Rio de Janeiro? Devemos esperar novidades?

Luis Daniele: Continuaremos com o roteiro para 2020, possivelmente entre agosto e setembro, contando com a inserção de cidades da região Nordeste, como Recife e Fortaleza. Com o sucesso que tivemos no Rio de Janeiro, tenho a certeza de que devemos continuar fazendo o roteiro tanto em São Paulo, como no Rio, e ainda ampliar para estas outras praças.

– Quanto tempo trapiche está no Brasil e o que este mercado representa para a vinícola?

Luis Daniele: Faz mais de 25 anos que os vinhos Trapiche são exportados para o Brasil. O mercado brasileiro é o terceiro de maior relevância para Trapiche e acho que o consumidor encontra no Trapiche um vinho fresco e frutado, e são vinhos que caem bem, além de serem fáceis de harmonizar.

– Dos vinhos, qual foi o que mais caiu no gosto do brasileiro?

Luis Daniele: O Malbec é o vinho mais procurado pelo brasileiro – somos, inclusive, os maiores exportadores de Malbec  já que de fácil harmonização, com os pratos mais distintos da gastronomia. O segundo vinho mais vendido por aqui, é o Roble Malbec, que também está bem inserido no paladar brasileiro.

Os vinhos Trapiche são importados pela INTERFOOD e vendidos no site https://www.todovino.com.br/ . A linha Costa & Pampa tem preço de R$ 171.

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